Slides utilizados no seminário apresentado à disciplina Legislação e Políticas Públicas em EJA com a prof. Edite Faria
sábado, 8 de maio de 2021
ELOGIO DO APRENDIZADO
ELOGIO DO APRENDIZADO
Aprenda o mais simples!
Para aqueles
Cuja hora chegou
Nunca é tarde demais!
Aprenda o ABC; não basta, mas
Aprenda! Não desanime!
Comece! É preciso saber tudo!
Você tem que assumir o comando!
Aprenda, homem no asilo!
Aprenda, homem na prisão!
Aprenda, mulher na cozinha!
Aprenda, ancião!
Você tem que assumir o comando!
Frequente a escola, você que não tem casa!
Adquira conhecimento, você que sente frio!
Você que tem fome, agarre o livro:é uma arma.
Você tem que assumir o comando.
Não se envergonhe de perguntar, camarada!
Não se deixe convencer
Veja com seus olhos!
O que não sabe por conta própria
Não sabe.
Verifique a conta
É você que vai pagar.
Ponha o dedo sobre cada ítem
Pergunte: O que é isso?
Você tem que assumir o comando.
Bertold Brech
VIDA DE COADOR
O cordel abaixo foi criado pelos autores abaixo como atividade avaliativa da disciplina História da Educação de Jovens e Adultos, ministrada pela Prof. Marlene Silva
VIDA DE COADOR
Tiago Gualberto – Árvore do Esquecimento
Uma história de valor
Com o cafezinho
E o coador
Vale a pena ressaltar
E que fez a diferença
Um coador
E um cafezinho
Na educação popular
Pró Marlene promoveu
O seu projeto para trabalhar
De envolver todos nós alunos
Na educação popular
O seu lema e o nosso lema
É o desafio de educar
Para através do coador e o
cafezinho
As nossas vidas tranformar.
Com o projeto de trabalho
Que traz em sua exposição
Diz aos alunos desta pós
Traga um objeto meu irmão
Que nos remetam a eja
E traga muita recordação
Essa grande educadora
Orgulho desta pós-graduação
Pelo seu grande trabalho
Nós dizemos, obrigado
Pois tu és uma mulher
Referência na educação.
Então, o nosso coador
Jamais será esquecido
Faz história na EJA
Porque és o preferido
E o nome coador
Jamais será confundido
Nosso respeito ao coador
Que nos dá
Um café tão querido
Outra educação é possível
Quando o café vou tomar
Capaz não só de ensinar
Educar também pra vida
Visando conscientizar
Com mudança de atitudes
Através desta pós
O coador terá um novo olhar
E viva ao nosso povo
E o cafezinho
Vamos tomar
Feito pelo coador
Confeccionado nas aulas
Da educação popular.
E nós da equipe EJAguaquara
Vamos respeitar
Queremos uma dose de café
Para filosofar.
Chamo: Itana, Béa, Jairo, Patrícia, Valdilene, Renildo, pró Marlene
e todos os colegas para comemorar
Junto ao coador e o café
Queremos mais
Educação popular
E vamos lá...
Autores: Itana Sousa, Jairo Bonfim, Jucenélia França, Patrícia Souza, Renildo Santos, Valdilene Santos
segunda-feira, 22 de março de 2021
Diário EJAguaquara
Jornal - folheto elaborado pela equipe como síntese da disciplina Metodologia da Pesquisa, prof. Simone Varela
Capítulo 1 – O homem e sua experiência
Que queremos apresentar
A primeira e a segunda parte
A vida e o método de Freire relatar
No atual contexto
Muitos o têm criticado
Sem sequer o terem lido
Mas exaltamos o seu legado
Foi com seus pais
Que ele aprendeu a dialogar
Conceito-chave
Que sobre ele mais tarde
Vamos falar
Perdeu o pai em Jaboatão
Conheceu a fome e a miséria
Como professor de português
Passou ajudar os irmãos
E conheceu sua esposa, a Elsa
Depois do casamento
Passou ele a se preocupar
Com os problemas educacionais
Fazendo o curso de Direito ele deixar
Com as experiências no Sesi
Seu método foi melhorado
E do presidente chamou atenção
Para ser aplicado a nível Nacional
Primeiro Angicos – Rio Grande do Norte
Com apoio do Governo Federal
Mas a campanha de alfabetização
As oligarquias ela não agradou
Pois iriam o eleitorado transformar
Ameaçando seus privilégios
Com uma verdadeira democracia
Que poderia então germinar
Educação popular, meu caro
Para o educador poder criar e criticar
Para Elite é um perigo
- Tem que se eliminar!
E assim aconteceu
Em 64, o golpe ditatorial
Freire foi preso
Acusado de subversivo internacional
Para Freire a situação reverteu
E no Chile, seu método foi aplicado
E este país recebeu da Unesco destaque
Por ter do analfabetismo superado.
Capítulo 2 – Alfabetização e conscientização
Do capítulo 2 agora vamos falar
Reflexão muito importantes
Nesse conteúdo à abordar
Conscientização, método e alfabetização
Reflexão e práxis, na ação e pela ação
Para o homem o mundo transformar.
Acredita-se que sou
O autor desse vocábulo
Conscientização e alfabetização
Esse é o conceito das minhas idéias
sobre educação.
Ao ouvir pela primeira vez a palavra
conscientização
Percebi imediatamente a profundidade da
sua significação
E estou absolutamente convencido
Que a educação é a prática da
libertação.
Freire tinha ideias para reforçar
Que o homem como sujeito é preciso
considerar
Refletindo sobre sua situação,
Para não se deixar dominar
Criando e re-criando, para numa cultura
resultar
Sendo fazedor de história e o mundo transformar.
E todo o mundo
Com Paulo Freire aprenderá
E alfabetização
De cada cosmopolita
Concretizará
Ousado nas palavras
E firme na dedicação
Alfabetizou por etapas
Toda está nação
Nas fases de elaboração
Descoberta do universo vocabular
Numa seleção de palavras,
Dentro deste universo
Eu vou falar
Dando ênfase nesta fase de elaboração
Vem a terceira fase
Com muito mais dedicação.
Criação e desafios
Deste mestre, por vocação.
Êta quarta fase
Elaboração de fichas indicadoras
Para o trabalho coordenar
E a quinta e última
Com fichas elaboradoras
Ele começa a alfabetizar
O respeito e a liberdade
Qualifica a humanidade
Cria laços culturais
E formam homens geniais
Existem dois mundos
O natural e o cultural
Cabendo ao homem
O papel de ser imparcial
O autor destaca ainda
O caminhar harmônico
Em buscar do saber
E que há um novo começo
Quando se aprende a ler
A alfabetização abordada por freire
Cria uma sociedade igualitária
Onde a democracia
Não é simplesmente imaginaria
O papel da conscientização
É uma prática pedagógica
Que objetiva mudança
Através da educação.
Referência
Freire, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. Tradução de Kátia de Mello e Silva; revisão técnica de Benedito Eliseu Leite Cintra. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979. (cap. 1 e 2)
Aula 05.03.21
No dia 05 de março de
2021 retornamos às atividades da disciplina Metodologia da Pesquisa, ministrada
pela professora Simone Varela, de forma síncrona na plataforma RNP. Por conta
da pandemia do Covid-19 as aulas presencias foram suspensas, e seu retorno
ocorreu de forma remota na data citada. Importante lembrar que tivemos encontros
antes, onde foi possível alinhar como seriam as atividades no formato remoto,
bem como o processo de conclusão da disciplina Metodologia da Pesquisa.
A professora Simone
iniciou a aula falando sobre os desafios da Educação à distância,
principalmente em um curso de Educação de Jovens e Adultos. Em seguida ela
justificou a escolha das atividades propostas para a disciplina e apresentou o
Plano de Atividade Pedagógico Não-Presencial.
Para a retomada das
discussões a professora apontou os elementos necessários para a construção de
um projeto de pesquisa e de um artigo científico. Tivemos problemas com a
plataforma utilizada para a aula síncrona, tentamos migrar para outra
plataforma, mas muitos estudantes tiveram dificuldades em acessá-la, por isso
retornamos para a RNP. Durante a aula, a professora utilizou exemplos de
pesquisas de estudantes de outros cursos, o que facilitou a compreensão na
prática dos elementos que compõe o trabalho científico.
Antes de finalizar a
aula a professora citou o conceito intelectualidade orgânica de Gramsci, que se
refere ao pesquisador que se mantém vinculado a sua classe social de origem e a
ela se torna porta-voz. No contexto da Educação de Jovens e Adultos, esse tipo
de intelectualidade se faz necessária, tendo em vista o público ao qual se
destina.
Por fim, a professora
leu um trecho do livro Pedagogia da Autonomia:
“É esta percepção do homem e da mulher como seres "programados, mas para aprender" e, portanto, para ensinar, para conhecer, para intervir, que me faz entender a prática educativa como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da autonomia de educadores e educandos. Como prática estritamente humana jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura reacionalista. Nem tampouco jamais compreendi a prática educativa como uma experiência a que faltasse o rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual.” (FREIRE)
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Publicamos aqui os links para acesso ao Material lançado pela Secretaria de Educação do Estado da Bahia na Jornada Paulo Freire de Educaçã...
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Itana Sousa: nascida em Jaguaquara, filha primogênita de três irmãs. Formada em Letras vernáculas e Letras com Inglês pela UESB. Especialis...












